quarta-feira, junho 20, 2007

Sememando a discórdia

por Keissy Carvelli

Mato um grilo com minhas havaianas brancas e não sinto culpa alguma. Talvez eu seja mesmo um ser humano desprezível, e minha vaga no céu pode estar correndo sérios riscos, mas nenhum discurso do tipo “eco-bobo” vai me convencer de que plantar uma árvore no quintal de casa vai salvar o mundo do aquecimento global, e ai sim, meus filhos poderão viver felizes para sempre.
Chega de bancar o super-herói global, onde a iniciativa parte de cada um, as baleias azuis do sudeste do Himalaia não serão extintas, e desse modo o mundo se interliga nas boas ações ecológicas. Um grande emaranhado de utopias distraindo nossa vã filosofia capitalista, onde o “morde-assopra” rege todas as ações.
Pergunto-me por que raios o planeta corre risco de simplesmente deixar de existir, e só há uma resposta, simples e muito bem utilizada no nosso cotidiano hipócrita de cegueira múltipla de órgão e sentido.
C-O-N-S-U-M-O!!!!
Não existe solução em canto algum sem antes mudar toda uma estrutura viciosa de consumo pleno e indiscriminado; são tantas bobagens, tantas marcas, inovações, levando a um mesmo fim! O nosso!
Os temas são muitos, dificultando uma escrita concisa e direta, somando ao fato dos meus olhos pedirem cama; meu conhecimento é pouco, algumas aulas de geografia, uma leitura aqui, outra ali, e sinto-me no direito de jogar a vocês toda uma ideologia não muito bem definida dentro de mim. Não se importem em discutir, sei das minhas lacunas e falhas; minha necessidade, porém, é ressaltar a mediocridade humana.
Minha necessidade é simplesmente expor nosso maior medo, nossa maior hipocrisia em tentar salvar o mundo sem deixar de lado nosso capitalismo compulsório de compra, compra e compra!
E para complementar digo ainda que esse tipo de idéia, de uma garota estúpida do interior, nunca será tema do Fantástico, tampouco do Globo Repórter.

E viva o CONSUMO irônico e sarcástico de nossas finalidades!!




[tudo não passa de uma visão unilateral, baseada num foco só.]

segunda-feira, junho 18, 2007

This´s the right way!

por Keissy Carvelli


Constante falta de uma mesma parte!!





[linha feita, amigos reunidos, amigos novos, música alta, cores (muitas delas), palco, risos e afins.E como disse meu amigo, eu mais parecia uma criança solta num parque de diversão com ingressos livres! E de um certo modo, era isso mesmo! rs]

sábado, junho 16, 2007

Não, não faz não...

por Keissy Carvelli

Ouvindo Elvis Presley, esperando o sol se pôr!!




[vermelho - amarelo - verde, porque tudo é uma questão de fazer a linha! ]

terça-feira, junho 12, 2007

Seu Jaiminho, o carteiro!

por Keissy Carvelli


A fadiga me impede de escrever algo profundo ou intelectual!!

segunda-feira, junho 11, 2007

Faces

por Keissy Carvelli


Ah, eu sei bem ser o lado oposto!!!



rs


[sarcasmo poderia ser meu segundo sobrenome]

domingo, junho 10, 2007

Quem?

por Keissy Carvelli


Uma festa, uma festa, uma festa! E eu.

sábado, junho 09, 2007

Do it!

por Keissy Carvelli

This is the way, and I know do it!! ^^



[Só para constar: dirigir a noite sem rumo é definitivamente uma das melhores coisas que poderia existir! Além do mais, sempre sobra um riso perdido por ai! Só me falta um aparelho de som com cd, porque invariavelmente as rádios não tocam as músicas que eu gosto, obiguê!]

ah, e amanha?? Resume-se a alcool!!

sexta-feira, junho 08, 2007

Êmê Pê Bê

por Keissy Carvelli

"Vem pra roda na malemolênciaaa"



[Malemolência - Céu] - vicei nessa bendita cantora!

Ah ah ah

por Keissy Carvelli

Leio um único e-mail incansavelmente, e a reação não muda, as borboletas no estômago não cessam, os olhos não deixam de brilhar, a saudade não deixa de existir!





[eu definitivamente vício em certas músicas, e acabei sendo refém de uma letra cujo refrão faz referencia a um tipo de praga, ou coisa parecida, onde seu nome está na boca do sapo e sua boca ah ah ah ] - talvez eu esteja mesmo apreciando mpb!

quinta-feira, junho 07, 2007

Só!

por Keissy Carvelli

Só por hoje não quero escrever, só por hoje não quero precisar do seu cheiro, do seu beijo, do seu olhar tão carente vindo de encontro ao meu. Só por hoje não quero sentir saudade, não quero precisar dos seus toques, das suas poses, dos seus dilemas; só por hoje não quero me apaixonar, sonhar com teu sorriso incompleto e incerto; só por esta noite não quero derramar lembranças, não quero estar frente-a-frente com minhas ilustres inseguranças.
Só por um unico instante não quero precisar tanto da sua voz, do seu suspiro, da sua feição, só por um segundo quero deixar o conflito interno de lado!!

Mas, em segredo, devo confessar: isso tudo é só uma poética barata, melancólica e paradoxa!! Eu preciso, eu quero, por fim, eu amo!


quarta-feira, junho 06, 2007

Sem motivo

por Keissy Carvelli (será?)



"Você tem a chave, mas não sabe como usar, deixarei a porta aberta ainda por um tempo"

[Cada Movimento - Valéria Costa]

04:22

por Keissy Carvelli (aquela estúpida de sempre, que leva na cara e nunca aprende, obrigada!)

....................

PUTA- QUE- O-PARIU!


é tudo o que eu tenho pra dizer hoje!!



[e minha mãe já me dizia: confia no seu sexto sentido] - mentira, na verdade ela nunca disse isso, mas eu deveria mesmo confiar nessas coisas esdrúxulas que eu sinto sem querer!

Metáforicamente

por Keissy Carvelli

E como dizia Renato Russo:

"Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas"



[E por mais um dia sinto meu estômago arder, meu cérebro derreter em mil pensamentos, meus nervos tremerem em vários motivos- quem sabe o último dia]

terça-feira, junho 05, 2007

Crença

por Keissy Carvelli


"Seu nome na boca do sapo, sua boca ah ah ah"



[Lenda - Céu] - recomendo, cantora muito boa!

segunda-feira, junho 04, 2007

Para não fazer merda

por Keissy Carvelli (aquela mesma idiota de sempre)


Ciúme, você conhece? Pois bem, eu te apresento!!









[De fato o filme do Almodovár - Volver - não é nada típico, porém prende a atenção, e traz análises psicológicas um tanto quanto profundas] - ah, sim! Isso foi apenas um detalhe que eu gostaria de acrescentar para tirar a atenção do assunto principal do post!

sábado, junho 02, 2007

Perdoe-me a curiosidade

por Keissy Carvelli


Acabei percebendo, após algumas horas, que a minha procura incessante não passa de uma insegurança estúpida que não será resolvida num blog, ou coisa qualquer.
Percebi ainda que o suspense muito me influencia negativamente, e todos os meus pontos de vista focam para o lado negro do assunto!


Resta-me um filme do Almodóvar, e mais alguns surtos até lá!!

quarta-feira, maio 30, 2007

Nostalgica imagem

por Keissy Carvelli


Disponho-te na sua imperfeita perfeição até mesmo com cara de sono vestida num moletom velho!



[Keissy está agora com frio e saudade, porém em alguns minutos estará na cama, bem aquecida pelos seus três cobertores! Mas..e a saudade?]

terça-feira, maio 29, 2007

Menino dos Olhos

por Keissy Carvelli

O Bush tem uma visão semi-ótima do mundo: disse conseguir enxergar os perigos de Israel- ou sei lá onde mais ele tenha soldados atirando- até mesmo quando mais da metade de sua população não vê a menor necessidade na manutenção dessa "Guerra contra o Terror".

Terror, meu caro presidente do mundo inteiro, é ter um só país controlando os caminhos seguidos; terror, meu caro amiguinho do peito, é ter uma propaganda de consumo quando as condições naturais pedem alforria; e terror ainda maior, meu prezado político-homem-de-negócios, é saber que suas decições são alheias às necessidades globais, e visam apenas sua esplendorosa economia, com o perdão do tom de irônia, mas a pobreza faz isso mesmo, cria sentimentos sarcásticos!
A propósito, trate de fazer um consórcio de um bom meio de locomoção que te leve à outras dimensões quando esta afundar nos mares do seu patriotismo!


[Ás vezes me pergunto o que aconteceria se por um grande acaso do destino um dos aviões do Bush caísse com ele e mais uns coleguinhas dentro....] - eu poderia jurar que não sou revolucionária, mas já passou da meia noite e a essa hora os anjos estão dormindo e não poderiam dizer amém!-

sábado, maio 26, 2007

Constando

por Keissy Carvelli

Entrego-me a qualquer onda passageira ou não, e deixo o sal de suas águas poluírem meus poros em preenchimento; acordo ao sol e ponho-me a delirar sobre o segundo seguinte, quiçá futuro de um mês.
Os sabores derivam dos detalhes, dos gestos inesperados, das letras inspiradas, dos noites sonhadas, da conta mal paga, da luz quase acesa, da penumbra clareada. São as brigas internas ativando a circulação, levando sangue às celulas, aos orgãos, ao coração.
É a oratória efetivada numa frase alheia, num olhar equidistante da saudade e do sorriso; é a parte dando forma a um todo do qual descubro em pontos, em vírgular, em reticências...

E quanto ao mistério? Reticências...


[E como diria o velho sábio esquartejador: vamos por partes]

E, piadinhas a parte, não é que estou de fato gostando disso!

sexta-feira, maio 25, 2007

Fim de Noite

por Keissy Carvelli

"Acordei com o seu gosto
E a lembrança do seu rosto
Porque você se fez tão linda
Mas agora você vai embora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar
A vida inteira de um inseto
Um embrião pra virar feto
A folha do calendário
O trabalho pra ganhar um salário
Mas daqui a um mês
quando você voltar
A lua vai estar cheia
E no mesmo lugar
Se eu pudesse escolher
Outra forma de ser
Eu seria você
E a saudade em mim agora
Quanto tempo será que demora
Um mês pra passar
Ser campeão da copa do mundo
Um dia em Saturno
Pra criança que não sabe contar vai levar um tempão
Daqui a um mês
quando você voltar
A lua vai estar cheia
E no mesmo lugar"



[Quanto Tempo Dura Um Mês- Biquini Cavdão]

P.S: Não gosto de postar letras de músicas, mas essa surgiu do nada e expressa tudo!

quinta-feira, maio 24, 2007

Análise Sintática

por Keissy Carvelli

Aula de Português:

O Sujeito manda no Verbo, que por sua vez dá ordens ao Objeto Direto.

"Eu sinto sua falta"

Eu: sujeito
Sinto: verbo
Sua falta: objeto direto

Logo, a "sua falta" deveria concordar com o verbo "sentir".!

quarta-feira, maio 23, 2007

Ponteiros

por Keissy Carvelli

Não suporto a indefinição dos aspectos, a minha falta de entusiasmo, a falta de alheios; todos os circuitos estão falhando, minha memória está distante, minhas incertezas gritantes..e a saudade, ah dessa eu já nem falo!
Descobri não saber andar tão bem na corda bamba, descobri não saber deixar de sentir, descobri a respirar sem ar, andar sem luz, cair e levantar! Descobri ainda não saber guardar tudo dentro de mim.
As inúmeras contradições são minhas noturnas divagações, por onde passeio diante de mim, dos céus, das facas e canções; os tropeços e falta de expressão são meus complexos refletidos no espelho por onde não me vejo mais.
Meus dedos cansados de afogar meus pensamentos em linhas escondidas dedilham cordas sem emoção, refazem os antigos acordes e correm para o relógio na tentativa de ver os ponteiros correndo de encontro a você.

terça-feira, maio 22, 2007

C.!

por Keissy Carvelli

Meu pai é, definitivamente, um cara com C maiúsculo de centrado e cuidadoso com aquilo que fala!


P.S: e ele definitivamente sabe ter o tipo de conversa que te deixa com um nó na garganta, sem criar qualquer sentimento de raiva!

domingo, maio 20, 2007

Bússola de Sentimentos

por Gleice Couto

Será que estou apenas escondida de mim mesma?
Ou apenas do que pretendia ser?
Poderia somente me deitar aqui...
E ficar quieta... Mesmo quando grito...
Sentindo minha respiração... Mesmo quando não respiro...
Te ansiando... Mesmo quando não quero...
Ao seu lado, distante, mas junto de você
Dos gestos de suas mãos, que uma vez vi...
Compreendi... Senti...
Dos sorrisos de seus olhos, que um dia fitei...
Contemplei... Me achei...
Mas há longas estradas de barro a serem percorridas
Obstáculos não existentes que criamos e alimentamos
Em paralelas contrárias...
A leste, norte, sul e oeste...
Na dúvida entre escolher qual trilha seguir
Tento consultar a minha bússola de sentimentos em teste
Apenas uma experiência reprovada na indicação do rumo sugerido
Aquém do que tenciono e do que preciso
Na direção sudeste e até mesmo nordeste do que é indefinido.


Mode: confused.

sábado, maio 19, 2007

Típicamente meu

por Keissy Carvelli

Sou a típica engraçadinha desvaiarada e impulsiva, que faz, até mesmo, piada sobre ela mesma!


Ah, e egoísta também, já que só escrevo sobre o meu eu, e ele mesmo!

P.S

por Keissy Carvelli

Estou cansada de ter o mundo analisando minhas atitudes, e julgando com um certo ou errado cada uma delas!
De ontem em diante estarei bem a qualquer dia e horário, e nada mais será explorado como foco de análises!


Tenho 18 anos, e como esteriótipo devo me sentir a dona-da-verdade-nariz-empinado-último-grão-da-feijoada, e assim será!

Inside

por Keissy Carvelli

Precisava escrever, mas não sabia ao certo o que. Tudo tão incerto me faz pensar e indagar mais, falar e fazer menos.
Sem respostas, eu então tento suprir a ausência dos tremores, dos arrepios, tento driblar as dúvidas, fingindo não prever o futuro!

Amanhã é dia de beber e gastar créditos com mensagem, amanha é dia de filosofar entre amigos, e hoje é apenas uma noite sem meias palavras, nem inteiras!

E por um único segundo eu me perco dentro da saudade dos teus sorrisos.

sexta-feira, maio 18, 2007

Abrindo a porta

por Keissy Carvelli

Sabe quando você chega em casa e tudo parece estar fora de lugar?
Pois é, descubri que o tudo em questão sou eu, em carne, osso e saudade!

domingo, maio 13, 2007

A Outra.

por Luisa Cabrini

Era uma vez...


uma garotinha que sempre fugia de si mesma, buscando nos outros o que faltava nela própria...
Ela adorava usar uma máscara para ela mesma e saía sempre para tentar distrair o foco do que se passava em sua vida com alegrias efêmereas.

Era uma pequena menina, na verdade uma grande mulher, que ainda não tinha acordado para vida e descoberto o que ela realmente era por trás das máscaras para a sociedade e dos momentos felizes e infelizes que retalhavam a sua existência... ela apenas existia.

Existia de um jeito cinza, parecia viver um eterno dia nublado de outono. Sorria sim, mas poucas vezes era sincero. Chorava sozinha, mas logo se controlava pois eram nesses momentos que ela se descobria, sem máscaras, sem festas, sem influência alguma ao seu redor... descobria o que realmente sentia, o que realmente pensava, o que realmente tinha dentro de si. E não descobria a alegria, o riso, o bom-humor, o amor. Por isso fazia questão de se controlar e voltar a esconder-se de si mesma. Era um jeito de não sofrer. Simplesmente fingir que era feliz. Que acordar era uma alegria, que a rotina preenchia sua vida e que tudo ao seu redor só lhe fazia bem.
Claro que algumas poucas coisas, alguns amigos, uma música ali, um filme aqui sempre lhe faziam bem. Às vezes ela se via rindo, feliz e contente e sem máscaras. Ah, como isso era bom!
Mas eram momentos e algumas pessoas que conseguiam isso.
Por que isso? Por que não podia ser sempre assim?

A pequena mulher então, começou a se questionar. E com isso, foi afundando em reflexões e se aprofundando no seu próprio ser. Começou a se descbrir - e a não ter medo dela mesma. Passou a não usar mais máscaras para ela mesma. Escondia o que sentia só quando era necessário - ou seja, para se proteger dos outros e das consequências que a vida acabaria trazendo.

E assim a garotinha (ou mulher?) foi amadurecendo e se conhecendo, conhecendo assim também o mundo e a sua própria vida. E foi assim que ela começou a viver e não apenas existir. Aos poucos foi descobrindo que nem tudo é do jeito que se quer, mas de um jeitinho ou de outro ela conseguiria fazer com que fosse, pelo menos por um momento.

E foi assim que ela se descobriu e descobriu que poderia amar e ser amada. Às vezes sofria, mas também causava sofrimento. Ria, chorava, cantava, gritava, pulava, bebia, dançava, conversava, beijava, se descabelava e assim vivia, dia após dia, sem arrependimentos e sem deixar apenas a vida passar diante de você.

E foi assim que ela deixou esse mundo. Pelo menos conseguiu aproveitar cada pedacinho ao seu tempo. Se não aproveitou também, nunca irá saber que faltou algo para ser explorado.
Mas isto também não faz muita diferença agora.

sexta-feira, maio 11, 2007

Pleonamos Interior

por Keissy Carvelli

A sala quente inspira novos sabores, novas menções e me prova exatamente minha certeza de futuro de vida.
Do outro lado, onde as incertezas priorizam, encontro minha frágil dúvida sobre como poderia continuar com tudo isso. O aspecto físico/hormonal discute com o emocional, e ao fim nada mais é separado, e minha raiva em forma de silêncio me torna um ser tão incrédulo e covarde quanto uma mocinha fútil de filme qualquer. [desculpe-me a mocinha]
Procuro encarar os fatos, e me prender nos antigos valores meus, mas a falta de paciência corrói meus olhos, suga meu ar, aumentando ainda mais a vontade de correr, fugir, ou simplesmente fazer tudo voltar a ser como antes.
Eu poderia estar bebendo, pulando, e jogando meia dúzia de palavras gritadas fora, no entanto econtro-me no vão mais assombroso, no cômodo mais escuro da casa, e sua aparência é tão fria quanto o dia lá fora. Meus atos esperam apenas o seu, e vejo que não os tenho.
Justificar os sentidos pela forma de ser me parece fácil, já que o trabalho de mudança deve e está todo concentrado em minhas mãos...essas mãos que só procuram seus dedos por baixo do cobertor...
Com dois passos te alcanço, todavia não te tenho; com um sorriso te arranco um beijo e nenhuma palavra; com meu silêncio arranco o teu nada, o teu vazio; e com meu discurso direto e indireto consigo o dobro de dúvidas e de incertezas.
Melancolia de final de noite, dramaturgia de um dia todo buscando um sentido, um simples significado sem ao menos conseguir um terço; minhas horas estão sendo passadas assim, e como mais um pleonasmo não sei o que fazer!
Espero uma resposta tua, se é que algum dia terei...


?

por Keissy Carvelli

...inversão de valores, e não são os meus!

quarta-feira, maio 09, 2007

A falta do nexo

por Keissy Carvelli

Os dias confundem-se numa atitude impulsiva e imprópria, e todas as vagarosas certezas já conquistadas dissipam-se num sorrateiro vento istantâneo que passa pela janela do meu quarto, levando ainda meus olhos, meus tatos, minha paciência.
As palavras estão perdidas, eu estou perdida de mim, perdida em você, afogada num bando de sentimentos estúpidos que invariavelmente me levam ao mesmo ponto de partida, sem nem conhecer o de chegada. Eu mudo, falo, expresso, distribuo meus atos sem qualquer planejamento, e com tudo isso ainda não sou capaz de desfazer um mísero detalhe, um maldito de um antigo amor que vez ou outra dá sinal de vida dentro do teu peito, e me aperta dentre todos os espaços existentes.
Duvido de mim, da minha presença, dos meus objetivos, do destino, do acaso, e de todos os contos de fadas presentes em minha cabeça; o filme começou, o jantar é a luz de velas e eu, sentada à sua frente indago: por quê?!
São tantos os caminhos, tantas as memórias, os medos traduzidos e apagados nos beijos, tão intensos são os abraços, o desejo, a saudade...eu faço tanto pra lhe por no rosto um simples sorriso, eu dou tanto de mim para não te ver chorando...as poesias, são tuas, e só tuas! Os planos, os sonhos, os sonos...
Apega-te mais a mim, sinta-se mais em mim, encontre teu resto em mim...
Não, não devo pedir, não devo dizer nem mais uma palavra, não devo sentir, eu não deveria sentir, mas sinto e não me arrependo. Raios, quantas contradições!
Como sou capaz de me deixar contradizer por você? Como posso sorrir enquanto choro, entender enquanto tenho raiva, te querer tomar em meus braços quando devo te afastar??
Como te trago pra perto quando me machuco? Como salivo a boca quando devo jorrar as palavras??
Como perco a poesia, a sintaxe, e a rima? Como entro em confusão quando sou inteira de certezas??
Ahhhhh......como deixei tudo acontecer????
Desculpe meus erros, mas tenho horror às suas confusões, não suporto tua inconstância, teus equilíbrios que me desfazem em antíteses, tuas cautelas que me enchem de medos.
E eu só queria te conquistar, só queria te fazer feliz, só queria estar com você, e agora não estou nem comigo mesma!

Maldito texto mal feito....perdoem a falta de nexo! Os amores assim sempre serão!



terça-feira, maio 08, 2007

Três minutos

por Keissy Carvelli

A sala gozava de uma penumbra suave, tão visível quanto os olhos quase fechados, distribuídos por aquele corpo tão confuso e cheio de si inteiramente preso em meus braços.
Os lábios abriram-se num tom calmo, de um ar rarefeito e com poucas palavras pediu-me água; sorri pelo simples pedido, e completei perguntando-lhe que mais queria, os olhos fecharam-se de vez e uma única palavra se desfez em forma de pedido: VOCÊ!
A respiração não acompanhou o pulsar descontrolado do meu coração, e confesso que o mais difícil foi me levantar daquele sonho e ir até a cozinha buscar um simples copo d´agua gelada!

quarta-feira, maio 02, 2007

Peco, se for!

por Keissy Carvelli

Minha mãe é, definitivamente, o tipo de pessoa que eu não gostaria de conviver nem por um segundo. Talvez só pela minha infância já foi o suficiente!
E se ao ler essa frase você levou a mão à boca, achou um absurdo e ainda me rogou uma praga dizendo que mãe é sagrada e falar assim deste ser tão fraterno é pecado, te convido a passar um mês em casa!

E Feliz dia Das Mães!!

Uhul!

Voltar a ser bom (Parte 1)


Por Marcos Paulo


Quero me desprender de tanta coisa.
Tenho que me prender a tanta coisa.
Quero você e ao mesmo tempo eu acho que não vai dar mais.
Quero outros afazeres... outros pensamentos... outros ares... outras formas de me importar... outras tantas coisas...

Quero que essa dor de cabeça que sinto agora, por exemplo, vá embora.
E, junto com ela, todas essas coisas as quais eu quero me desprender.

Quero que você me tome de assalto, que me pegue em seus braços, que me beije como nunca antes tivesse; que me fizesse ter mesmo a certeza de que você me ama. Puxa, queria tanta coisa de você...

Mas, o que quero mesmo, é voltar a ser bom.
Como antes.


Na foto: palmeiras da Floresta da Tijuca.

Extremos suspiros

por Keissy Carvelli

Meus olhos suspiram fadigados
Destruídos na paciência
Nos meus próprios exageros
Só meus! Fartos e cansados
Só meus!

Procuro-te nos versos
Tão sóbria nos sentidos,
Tão sólida em minhas mãos
Tomo-te num só gole
Sonho-te nos sonos perdidos.

Leio teus olhares
E o mundo inteiro eu faço parar
Diante dos teus sorrisos,
Dos teus jeitos, aspectos...
Amo-te só por amar

Só meu é o exagero,
O extremo, e os absurdos
Só meu é teu beijo
Teu cheiro, tuas maneiras
Só meu o dilúvio dos meus mundos.

A culpa, a pressa
Inverte meu jogo
Meu ganha e perde
Traz consigo a velha idéia
Contida na doce espera

sábado, abril 28, 2007

Psicanálise aos prantos

por Keissy Carvelli

Escrevo compulsivamente apenas para tentar entender, preciso jogar as idéias em algum lugar onde eu possa confrontá-las de frente, analisar cada vírgula, cada ponto e então iniciar um processo de argumentação ou de idéia formada.
Talvez eu precise conversar, não parei diante de um longo papo profundo e filosófico depois de todos esses acontecimentos...tudo tão rápido, tudo tão intenso. Começa ano, faz 18, termina namoro, tira carta, inicia outro relacionamento, bebe, fuma, cursinho, novas experiências, novos príncipios, novas pessoas, blog, flog, família, dinheiro, viagem, mentiras, aaaaaaaaaaahhhh!!
Onde é que estou agora? Cadê o espelho? Preciso ver meu reflexo, minhas ações, meus descontroles...
Não sei andar devagar em certos assuntos, largo em último e corro, deixo o suor pingar, mas não descanso, corro tanto que chego a não enxergar nada, apenas corro. E diante disso não existe pessoa no mundo capaz de acompanhar...eu sou mesmo assim! Sempre de um extremo ao outro, de uma paixão a outro, de um sonho ao outro, de certezas a uma puta confusão. Eu sou mesmo assim.
E quem é que ousa se aproximar? Eu sou assim, já disse, mas preciso manter minhas ações distantes do coração e mais perto da cabeça, lá onde eu guardo a razão; preciso deixar de mover os pinos momentaneamente neste tabuleiro e analisar antes o jogo; preciso jogar os dados, olhar pra trás e imaginar os próximos passos. Desse modo ganhei uma vaga, não posso agora deixar a sede me levar a beber toda a água restante no cantil, preciso contentar-me com a conta gota.
Meu extremos são os reais inimigos, o meu intenso desequilíbrio; sou poeta* (não que eu seja de fato) , logo trato de paixões como os últimos suspiros, trato dos amores como vitais; eu sou o maior clichê, eu sei, jah disse, eu SOU! Será que assim fica claro? Sou aquela cena piegas de novela mexicana, sou a frase de amor eterno, a música melosa dos desfechos.
É...preciso planejar meus atos, não para evidenciar um lado calculista, mas para evitar meus exageros - e como essa palavra me soa pesada - , meus devaneios, minhas ilusões traduzidas em ações...
Desculpem a falta de poética do texto, a falta de propósito, de figuras de linguagem, destas só me resta ser paradoxo e hipérbole, e por hoje não escrevê-las; desculpem também os meus exageroas, 3 posts seguidos, puta que o pariu, quando é que vou me livrar disto?EXAGERO, talvez lendo em letras maiúsculas eu me assombre mais...
Desculpem essa publicação de conversa minha comigo mesma.

Essa minha maldita mania/característica capricorniana - ou o que quer que seja - em proteger de mais, em falar de mais, agir de mais, gostar de mais, ser de mais!!

Sem mais, ao menos por hoje!

[E partindo da fórmula chega-se a um valor onde, X é real e positivo; e olhar que de matemática eu nada sei, mas dos seus olhos...]

*poeta: teria eu, na forma culta e bem dita, que dizer poetisa, mas naum gosto de sua sonoridade, sua escrita, além de não achar que encaixe bem no texto. Logo, como tudo é meu, e quem "sou" sou eu, digo Poeta, e ponto!

Ah...

por Keissy Carvelli

O sábado é monótono e frio, talvez o primeiro do ano; eu poderia estar dormindo, estudando, lendo, bordando, surfando, ou fazendo uso de qualquer verbo que indique ação praticável, mas não. Estou num dia meu, escrevendo coisas minhas sem qualquer objetivo, e como via de regra, ao morrer do astro maior, você invade todos os cantos do quarto, e os meus também.
Já nem faço esforço para contrariar a lei natural do abrir e fechar de olhos; sua imagem é desejada num súbto momento, e me pergunto por quantas milhas teria eu que andar para então chegar até você....ah, se me fosse permitido...
Entraria pela porta da frente sem avisar, te tomaria pra mim, e o frio seria nosso, só nosso; seria ele o aquecedor dos momentos e abraços, o vento seria a música cantarolada por toda a noite, a lua a única luz sob nossos olhos, e nosso travesseiro o nosso esconderijo.
Tiraria teus risos com qualquer besteira, te diria tudo ao pé do ouvido para deixar claro, do teu sono eu cuidaria e tua mão apertaria para nunca mais soltar.
Ah, se me fosse permitido...
Levaria comigo somente o que guardo por dentro, e arrancaria com beijos tuas meias palavras, teus meios gestos, teus carinhos por inteiro; provaria dos temperos, e te pediria em namoro, mesmo que simbólico; o dia é propício! O clima contribuí, o santo diz amém, mas o tempo não.
Arre, estou farta do tempo...e por enquanto sem mais dilúvios ilusórios.
Ah, se me fosse permitido...


Fiz o brigadeiro como você gosta, para ver se você entra pela porta do meu quarto...

E no dia seguinte...

por Keissy Carvelli

Por que raios eu passo dias bagunçando os cabelos, pensando e querendo arrancar-te as palavras, e num único email perco meu chão e deixo todo o sorriso me invadir?
Por que raios eu passo dias sentindo que talvez eu não seja a pessoa certa e com uma única frase me desestruturo e perco meu ar?
Por que raios você me deixa tão insegura, e com uma simples palavra me faz ter todas as certezas do mundo?
Por que raios eu perco a métrica, as rimas, e as metáforas quando falo de você?
Por que raios acabei me apaixonando?
Por que raios estou aqui, numa madrugada fria sem você?
Por que raios amo você?

Eu simplesmente não estaria tão bem sem você!

sexta-feira, abril 27, 2007

Sem métrica

por Keissy Carvelli

Por que raios você se esconde dentro de você mesma, e me deixa pra fora assim, sem mais nem menos? Por que raios você se cala, e finge estar tudo normal, enquanto eu, tola e desesperada, te procuro por entre os vãos de suas vagas palavras? Por que raios eu tenho que te dobrar, te descobrir, te achar em meio a tantas confusões quando só quero estar ao seu lado?
Diga-me, ou me dê uma boa razão para que minhas noites sejam perdidas na falta de sono, na vasta busca pelas respostas, nos longíquos pensamentos...
Diga-me então, uma única palavra, um único suspiro e prometo entender. Peça para que eu vá embora, ou grite para que eu fique, mas diga! Por favor, diga!
Não te cale na distância, pois nada sou capaz de fazer, e por mais que eu tente, todas as ações parecem erradas. Eu suplico, preciso dormir, preciso sorrir, preciso sentir...então diga-me o que devo fazer.
Volte a ser minha, volte a ser a mesma, volte para o meu peito.
Distraia os seus dias com as minhas besteiras, e deixe seus medos pra trás.

Driblo a vontade de fumar, e vou dormir, mais um dia, sem saber o que de fato acontece.

terça-feira, abril 24, 2007

Na minha curta maneira (Parte 6) ou mas será que preciso mesmo?

por Marcos Paulo

Por que o que eu sentia por você antes, parece estar diminuindo agora?
Preciso te amar mais?
Preciso sim!

Por que o desejo que eu tinha antes por você está se dissipando?
Preciso te desejar mais?
Preciso sim!

O respeito ainda se encontra atrelado.
O amor verdadeiro ainda é sublime.
Posso ser infiel, mas nunca vou deixar de ser leal.

Por que não tenho mais aquela mesma vontade de te olhar que eu tinha antes?
Preciso te perceber mais?
Preciso sim!

Por que já não sinto mais o mesmo gosto que sentia ao te beijar?
Preciso aguçar meu paladar?
Preciso sim!

Te querer!
Te desejar!
Ser fiel!
Te perceber!
Te aguçar!

Queria tudo isso como antes.
É incrível o que o amor pode fazer.
Esse amor me faz não te querer tanto e, ao mesmo tempo,
me obriga a resgatar o que sentia antes.

Mas, será que preciso mesmo?
Preciso sim!

"... but we never gonna survive unless we get a little craze...and no one gonna survive, unless we get a little craze,'cause in a world full of people only someone want fly.Ain't a craze?" Allanis Morissette, Craze

segunda-feira, abril 23, 2007

Teoria do Desprezo

por Gleice Couto

obs: sentem a cara de colunista na foto ao lado pensando 'estou certa e vou provar isso para todos' - a ocasião merece.

Porque homem é um bicho que gosta de sofrer. É sério. Não tô brincando e muito menos fazendo discurso feminista. Isso é coisa pra mulher que não tem o que fazer, que acha legal coçar um saco que não tem, que acha maneiro barbear a...

Ok. Parei por aqui, se não vira baixaria. Voltando ao assunto, quero provar a vocês por A + B a minha Teoria do Desprezo, onde alego que todos os homens gostam é de ser mal tratados, pisados, desdenhados, humilhados. Eu quero demonstrar isso e vou conseguir.

A verdade é que temos que tentar encarar a dura realidade: homem só é bom mesmo pra abrir vidro de azeitona, trocar lâmpada, e claro, ser desprezado.

Conto com a ajuda da minha amiga Isabel Fernandes, pesquisadora de anos da área. Juntas, por meio de vários testes empíricos, contemplação ao ar livre, pesquisas teóricas e de campo, e como não poderia deixar de ser, experiência própria [Sim, sim. Vivenciamos diariamente essa realidade esdrúxula.] chegamos a este ensaio. Devido a tanta seriedade a cerca do assunto, aviso desde já que essa Teoria tem que ser respeitada. É cientifica.

Vamos a ela.

Primeiro de tudo: o que se esperar de um ser que tem bilhões de neurônios a menos que as mulheres? Nada. Absolutamente nada. Outras pesquisas descobriram que o cérebro das mulheres processam a linguagem verbal simultaneamente nos dois lados (ou hemisférios) do cérebro frontal, enquanto que os homens tendem a processá-la apenas no hemisfério esquerdo. Daí concluímos porque os homens só vêem a situação pelo lado deles. Egoístas natos. E nem venha falar que o cérebro do homem é maior. Eu sei disso, é em média 10% maior. Mas saiba você que isso é devido ao maior tamanho corporal dos homens: um maior número de células musculares implica em um maior número de neurônios para controlá-las. Tá vendo? Até no cérebro homem só pensa em futilidade.

Uma vez dito isso acho que já podemos pular para a parte Prática desta Teoria.

Para ilustrar a Teoria do Desprezo, para que vocês, caros leitores, possam ter uma visão real do que se trata, vamos partir para os exemplos. Todos os casos contados aqui são verídicos, que nos foram confidenciados ou ainda vivenciados por mim e Isabel. Para evitar maiores constrangimentos, saias justas, acusações de plágio, mentiras e barracos dignos de Luciana Gimenez e Ratinho, os nomes dos envolvidos foram suprimidos.

Simulação 01:

[Tudo o que está entre colchetes são extras para te ajudar a imaginar o que de fato ocorreu.]

X foi certa noite a uma boate. [ mostra um monte de gente dançando feito louco, coisa que só acontece nas boates da Tv Globo ]. Estava animada, sentia que aquela era ‘a’ noite. [ aparece uma gatinha tipo ‘Malhação’ balançando o cabelo ]. Chegando lá, dança vai, dança vem, conhece Y. [ o gatinho de cabelo engomado tipo ‘Rebeldes’ cai bem aqui ] . Rola uma química e ‘ficam’. [ não, não se empolga que não vai ter cena de suruba nessa simulação. ]. Y não cansa de dizer que achou X linda, que quer sair com ela de novo, e todo aquele bla bla bla que só os homens são capazes de dizer e só as mulheres capazes de acreditar feito idiotas. [ o gatinho e a gatinha mexem a boca entre sorrisos idiotas e olhares canastrões ]. Resultado: Y pegou o telefone de X em meio a um cenário digno de novela: nascer-do-sol em frente a praia. [ trilha sonora cafona do Kenny G ]. Que lindo, não? Continuando... No dia seguinte, Y liga para X e marcam de se encontrar na mesma semana. Estavam empolgados, afinal tudo indicava que dali ia sair alguma coisa. [ o casal conversa ao telefone como aparece em comercial de ‘Disk Paquera’, com os atores no celular em meio a uma floresta nada a ver – uma pergunta: como celular pega ali? ]. Só que, assim como em toda novela, sempre há um vilão que fode com tudo. Dessa vez foi uma partida de futebol. O cidadão Y conseguiu fraturar o pé dividindo uma bola e teria que ficar 15 dias de molho sem colocar o pé no chão. [ cenas de Y com o uniforme das ‘Organizações Tabajara’ levando uma porrada e caindo no chão feito uma abóbora ]. Isso, claro, foi o que ele disse. Agora se é a verdade, impossível saber. X deixou passar, afinal, quem brincaria com algo tão sério? Então, pacientemente esperou 15 dias. Nesse meio tempo, entretanto, ficaram se ligando, mandando mensagens, etc etc etc. [ passagem de tempo com musiquinhas cafona ]. Passado esses dias, finalmente marcam uma outra saída. “Uau! Agora a coisa vai!” – X pensava. [ X aparece feliz, sorrindo à toa, a imbecil ]. Só que adivinhem? Y não vai buscar X e nem coragem tem para ligar, manda uma mensagem de celular. X, de saco cheio daquela porra toda, liga pra Y e acaba com o rapaz, coitado. Ele parece inconsolável, mas X não ta nem aí, diz o que devia e o que não devia pro moço. [ X berra ao telefone e fica impossível de se entender algo com tantos ‘pi’ ]. Mas pra que ela fez isso? Ele simplesmente gamou. [ Y com cara de idiota na outra linha – mas ele é mesmo, não? ]. Desse dia em diante, passou a mandar mensagens para o celular de X, a ligar constantemente para ela, que não atendia nenhuma ligação.

Essa primeira simulação visivelmente prova eficazmente a Teoria do Desprezo, pois quando Y tinha atenção por parte de X, quando ela acreditava nele e o tratava bem, ele não dava valor. Mas, a partir do momento, que ela o desprezou, pisou, humilhou, Y parece ter se sentido vivo. Pode-se constatar ai, algo meio masoquista também.

Mas isso é assunto para a próxima simulação. Aguardem.

Obs: Tem uma história que também pode enriquecer este ensaio? Envie-me por e-mail. Seu nome será mantido no mais absoluto sigilo [sobe som vinheta do Linha Direta].

domingo, abril 22, 2007

Meu maior clichê

por Keissy Carvelli

A poesia é tão clichê, assim como os finais de filme, novela ou de um livro qualquer, nem ao menos uma simples canção tem o poder de fugir; o amor é um grande clichê!
Eu me arrisco em poesias, choro em filmes, me encanto com livros, escrevo canções, e amo. Do verbo mais intenso e profundo que possa existir neste meu vago vocabulário, em todos os seus sentidos, e formas e maneiras; em suas besteiras, na falta de noção, na pressa acelerada, nas redundâncias, nos olhos brilhando por ai...

Eu sou um grande clichê!


"Vejo o mar, o céu, estrelas
A terra, mimosas flores
Tudo vejo, mas não vejo
Esses teus olhos, amores

Ruge o mar, cintila a estrela
Perfumes recende a flor;
Mas que me importa?Se estais longe
Longe de mim, meu amor"

[Poema : Saudades de Marques Rodrigues]


...

por Keissy Carvelli

Só preciso ouvir sua voz para sair um pouco desta corda bamba.

segunda-feira, abril 09, 2007

Discreto Projeto, Secreto e Incompleto

por Gleice Couto

A respiração não cessa
Curta
Densa
Sem resposta
O coração acelera
Vivo
Quente
Sem espera
E eu que somente queria sentir o único
Acabo por narrar o seu mundo
Aquém do meu, do nosso rascunho
E eu, que somente queria vivenciar sua peça
Ser a atriz principal de sua narração
Não passo de página virada do roteiro
Do meu discreto projeto, secreto e incompleto

sexta-feira, abril 06, 2007

Discurso indireto

por Keissy Carvelli, 5 de abril às 23:56


Não pretendo fazer poesia, nem prosa, nem soneto, nem canção; meus vícios variam de madrugada em madrugada, às vezes leio, outras escrevo, penso, sonho; outras vezes sou toda saudade, e lirismo, traduzo metade dos sentimentos em letras de músicas antigas, a outra metade guardo num lugar escondido onde só eu posso achar.
Morro de medo de achar, esse é o fato mais sólido, mas eu tenho o mapa, sei exatamente o caminho e já bati na porta deste distante esconderijo.Achei!
Meus olhos disfarçam, minhas palavras são ditas em metáforas, e esse brincalhão, que se esconde de medo, quando ameaça aparecer logo volta pra onde deve: na casinha de paciência, tendo como chave o tempo.
Não quero tentar e não dizer, não sentir e correr, não quero ensaiar todas as ações e não fazer, não quero, simplesmente do verbo não querer ter toda uma frase pronta para ser dita e fugir.
Quero te pegar pelas pernas, te trazer pra dentro, fechar minha mão e sentir a sua por baixo, quero seus extremos e meios, suas metades, seus inteiros; quero seu cheiro e o que vier com ele, seus olhos, suas pintas, suas poses; quero ser seus acertos, seus erros, quero ter tuas maravilhas, teus defeitos.
Quero não precisar mais destes discursos indiretos, desses simbolismos, e analogias, não quero mais sentir-me como criança no Natal; não mais, não por hoje, não pro resto da vida.
Preciso da frase no presente, em primeira pessoa, na forma mais direta que possa existir, preciso do diálogo sem travessão, sem pausa, sem papel nem caneta; preciso dos sentimentos ditos e gritados na pele, no suor, nos sentidos; preciso do gesto em luz acesa, da voz em tom alto, do sopro em ventania, da febre em calor, dos céus em estrelas e luas; preciso nesse instante e agora, nesse instante e semana que vem dos teus anseios, dos recreios e intervalos, dos teus aspectos, menções; preciso num dado momento e no outro também, numa festa, num quarto, num lençol; preciso agora mais do que ontem, e fim de semana que vem mais do que hoje.
Preciso não ser pega no radar por correr de mais, preciso da placa siga em frente, do exagero explosivo, e do depois comedido; preciso da inconstante constância, da fôrma de fazer pão, da forma de driblar um não.
Preciso só pelo tempo que durar, preciso só me desfazer em lágrimas e sorrisos, preciso só do que é meu mesmo sem ser, preciso só da primeira, segunda e terceira impressão; preciso unicamente dos acordes aleatórios esquecido das horas.

quarta-feira, abril 04, 2007

Poesia a dois...

Outra ilustre convidada (isso tá ficando bom!). Dessa vez é a cantora/compositora Valéria Costa que dá uma de rabisqueira e contribui com o nosso blog com esse rabisco lindo (obrigada, Val!). Bem, leia e comente! Aproveite também para conhecer o trabalho dela, acessando www.valeriacosta.com

por Valéria Costa

Uma poesia a dois é bem melhor
Pois reúne prosa e verso.
Prosa você reunindo palavras
Verso eu reunindo sentimentos.
Uma poesia a dois é bem melhor
Pois reúne choro e riso.
Riso meu por trás das lágrimas
Choro seu por trás do sorriso.
Uma poesia a dois é bem melhor
Pois reúne partidas e chegadas
Chego eu onde sempre estive
Parte você pra onde quero que chegue.
Uma poesia a dois é bem melhor
Pois reúne noite e dia.
Dia você correndo pra todos os lados.
Noite eu sonhando com você todo o dia.

domingo, abril 01, 2007

Aritmética Versada

por Gleice Couto

Dou o inteiro
A soma, não a subtração
Mas apenas recebo a metade
Somente sinto sua terça-parte
Parte de algo não completo
Vazio vezes o infinito
Que dividindo por zero
O resultado é o mesmo
Diferente do que quero
Diferente do que anseio
Meio ou zero vírgula cinco
Raiz quadrada inexata
Elevada ao cubo
De uma vida abstrata


[ obs: cansada de me doar por inteiro às pessoas e só receber a metade. ]

sexta-feira, março 30, 2007

Pôr do sol

Geralmente só colocamos aqui rabiscos escritos pela equipe, porém essa exceção tinha que ser aberta para uma amiga nossa, que escreveu um rabisco lindo. Leia e comente. ;o)


Por Luiza Aires

Vivo a contradição de um sorriso que não sei se é meu.
Sonho uma realidade que não é minha.
Os olhos ainda brilham, enxergam as estrelas e não se esquecem das noites.
Ah..! Os momentos... Pequenos aqueles nos intervalos e gigantes nos significados.
A vontade de cantar ressurgiu daquele canto escuro e tímido, calado.
A voz não se cala.
Mas ela tem motivo para falar?
Teria o sorriso motivo para iluminar o dia de alguém?
O sol somente se põe por enquanto...
Mas o vento, a chuva e a lua me disseram:
“Sua natureza humana já era assim... Só precisava descobrir um sol no horizonte... E ele ainda fará dos seus dias os mais vivos...”
Acredito?

quinta-feira, março 29, 2007

Paradoxal

Por Keissy Carvelli

Sou a ovelha desgarrada do rebanho, negra adjetivada e rotulada entre ações mal vistas e analisadas de perto, onde eu corro e sou a contra-maré, o anormal e fora do padrão, e mesmo que seja redundante, o fato é somar significados e marcações.
Sou a dona prioritária de pensamentos peculiares onde não existe um todo, tampouco uma regra geral, não há certezas; são contradições efêmeras presas num imenso paradoxo de mim mesma, e os travessões dão voz a divagações e indagações com ou sem ponto de interrogação.
São dois ou três parágrafos resumindo mais uma intervenção humana na idéia própria do seu eu mais externo, vindo de fora para dentro, sem saber ao certo que é o ponto de partida, o de chegada, ou até mesmo se existe um ponto médio, onde tudo se equilibra.

quarta-feira, março 28, 2007

Papel e lápis

por Gleice Couto

Papel e lápis
Talvez seja tudo o que preciso
Talvez liberte certas contradições
Escondidas em pensamentos alheios
Vazios e cheios
Talvez seja uma questão de opinião
Talvez prenda nossas vocações
Achadas em prateleiras sujas
Calada e muda
Talvez consiga exprimir o que sinto
Talvez faça eu correr e esquecer
Escondida, fico longe do sol escuro
Paredes e muros
Talvez cerceiem minha liberdade de expressão
Talvez barrem sentimentos ruins
Achados num lugar ausente
Úmido e quente

...

por Keissy Carvelli

Chego perto do Jornal da Globo, não durmo sem o Jô e acordo quando o sol já está quase na metade de seu percurso. Tudo é feito com vontade, até mesmo arrisco uma ou outra receita na cozinha, e as tardes são muito bem utilizadas, obrigada!


E ainda me resta tempo para escrever bobagens em rede virtual!

domingo, março 25, 2007

Imaginações Desvairadas

por Keissy Carvelli

Por onde anda aquela paixão desfreada
Desvairada e perdida entre loucuras?
Aquele frio ardente de sussurros
De sorrisos e feições imaginárias?

Por onde anda o louco descabido

Sonhador de mundos perfeitos
Amadores profissionais de amores
Poetas idealizadores de sonetos?

Aqueles versos vazios

Continuam sem linhas
E sem rimas
Sem sombras nem cores

Sou eu sem o mesmo

Nem fim, nem começo
Nem traço, nem laço
Ponto.

sábado, março 24, 2007

Não Se Importando

por Gleice Couto

Sentimentos fortes em uma mente confusa
Razoes desconhecidas de uma causa escusa
Rompendo as barreiras da vida
Entrando em uma floresta perdida
Equilibrando-se em um barbante
Não se importando se a queda é grande

Paixão e ódio, pecado e virtude – tudo se mistura
Atos egoístas que trouxeram a sua cura
Transformando o tédio em coragem
Fazendo algo completamente selvagem
Se torturando sem motivo
Não se importando com o que já havia vivido

Palavras esquecidas que ninguém usa
Sons distantes que ninguém escuta
Fugindo de supostos desafios
Carregando para si, a culpa e o alivio
Se segurando para se deixar ir
Não se importando com quem fica aqui


[ obs: não reparem na simplicidade, eu tinha apenas 15 aninhos quando escrevi esse rabisco. mesmo asism é um dos meus preferidos. :o) ]

Sen-ti-mentos opostos

por Keissy Carvelli, 24 de março, às 01:31

Deixo todas as palavras de lado e me entrego ao meu profundo silêncio que não me leva a lugar nenhum; prendo meu riso sem precisar exercer qualquer esforço, e deixo vagando em mim mesma o meu "eu" perdido em todos os sentimentos contraditórios habitados no meu próprio peito.
Sujo as mãos com a lama fria das incertezas, do tempo que insite em não passar, e das caricaturas mal feitas do ontem, do outrora e do agora. Meus olhos secos e rígidos de desânimo fecham-se no momento súbito do pensamento negativo, e sorriem pela pequena fatia de um pedaço de voz distante do outro lado dizendo frases soltas e trêmulas.
Durmo sempre na calada da madrugada, onde me junto a ela em seu silêncio brutal, em seus choros serenos, em suas luas cheias, em seus céus vazios, em suas estrelas passageiras, em suas contradições e junções de sentidos e memórias.
Sou eu contra eu mesma, a vírgula contra o ponto final, o período contra a oração, o soneto contra a canção. Sou eu contra eu mesma, e mais ninguém!


sexta-feira, março 23, 2007

Me explica...

por Luisa Cabrini

Primeiro post! *emoção*

Cena 1: ELE e ELA na casa dela conversando.

_Você sabe o quanto é especial na minha vida, não sabe?

_Não sei... eu sou??? – “Meu Deus e você não sabe o quanto eu te amo!!! Será que hoje rola?”

_Claro que é !!! Você é aquela amiga que vai estar pra sempre no coração!! Que eu sei que posso contar sempre!!!

*cara de decepção da parte dela*

_O que foi??? – pergunta desconfiado.

*sorriso forçado*

_Nada não... você também é especial pra mim...

Se abraçam.

_Bom, agora eu tenho que ir, vou trabalhar daqui a pouco...

Se despedem com beijinho no rosto.

_Tá... bom trabalho...

_Valeu!!

Enquanto ele se distancia, uma lágrima teima em percorrer o rosto dela.

Cena 2: ELA e AMIGA andando na Avenida

_Eu não sei mais o que eu faço... o que eu penso... odeio a faculdade que eu faço e, conseqüentemente, o estágio, não quero mais morar com os meus pais, meu ex-namorado não larga do meu pé e eu to angustiada porque me apaixonei pelo meu amigo!!!!

_Meu... é um saco mesmo... mas tenta relaxar!! Não fica pensando muito nisso, Lei de Murphy vai acabar piorando a situação e você sabe!!

_Mas AMIGA... não tem como piorar...

Ela tropeça. Olha pra sandália. Tinha arrebentado.

_Bom... acho que tem sim... NÃO ACREDITO!!!!!!!!!!! E agora? são 20 minutos até em casa!

_Calma ELA... nossa, mas que lei de murphy mesmo!! E agora? Vai, vamos andando devagar... você consegue??

Ela tenta em vão andar certo com a sandália arrebentada. Se irrita. Sente algumas gotinhas caindo do céu. Olha pra AMIGA.

_Era só o que faltava....

De repente. A chuva desaba.

_CORRE... o ponto de ônibus!!!

ELA tira a sandália e sai correndo com a AMIGA pelo meio da avenida.



Cena 3: um grande vazio.

quinta-feira, março 22, 2007

Trecho

por Keissy Carvelli

"É ter para escrever todo um poema
E não ter um vintém para vê-la"

[Trecho de um poema de algum cara com sobrenome Azevedo, do qual o primeiro nome me fugiu neste instante! ]

domingo, março 18, 2007

"Bushismo"

Por Keissy Carvelli

Então o Saddam é enforcado "legalmente" no país inimigo por ter matado em seu prórpio país milhares de pessoas...
Quantos soldados americanos e iraquianos estão sendo mortos por uma guerra sem fundamento mesmo? Ah, é o Bush...ele mata quem quer pelo bem geral do mundo!!

A notícia é velha, mas eu ainda não me conformo!!

sábado, março 17, 2007

Todo mundo espera alguma coisa...

por Keissy Carvelli

Sábado beirando a meia noite e eu em plena sanidade, sem nenhum gole de vodcka, nenhum cigarro, nenhum som de house tocando ao fundo.
Assisto um programa patético de humor sem dar qualquer risada, enquanto metade da turma faz jus aos rótulos e bebe em alguma festa perdida e alternativa por aí. A empolgação eu tenho, faltou a grana.
Até meu fígado sente falta de algo, não só do alcool e das peripécias e travessuras que a madrugada promete, mas do convívio diário, do som alto, e das atitudes desmedidas de receios, dos olhares despreocupados da existência de conhecidos, do sol nascendo enquanto voltamos pra casa.

Preciso beber!

Risco de deixar ser

por Gleice Couto

Algumas coisas chegam sorrateiramente
Escondem-se em lugares que você jamais pensou que poderiam existir
Que você jamais ousaria acreditar
Junta-se a fantasias apagadas pela memória.

No início, você acha algo natural, sem importância
Apenas sentimentos não liberados
Fugitivos...
Mal-educados...
Esquecidos...
Emoções pegando poeira junto com seus livros nunca lidos.

Então, eles começam a crescer..,
Gradativamente
Pouco a pouco começam a te incomodar
Querem ver a luz do sol
Querem sentir o calor sob sua pele
Revelar a sua verdade crua.

Não deixar escapar...
Não deixar transparecer...
Não querer errar...
Não querer perder...
Risco de deixar ser...


[ quer entender? --> www.fotolog.com/gleicecouto ]

sexta-feira, março 16, 2007

Alucinações

por Keissy Carvelli

Você já acordou algum dia, olhou para o lado e viu a pessoa dos seus sonhos dormindo ali, em seus braços, respirando e vivendo o mesmo ar, os mesmos beijos e anseios?

Pois vou te contar um segredo: é a sensação mais incrível e indescritível que possa existir.

Uma comparação: é como pular de pára-quedas, todos os sentimentos e sentidos te invadem num mesmo instante, é a liberdade de mãos dadas com os sorrisos espontâneos, a vontade de gritar dançando ao lado da insanidade, é o grande medo de outrora transformado num pequeno pontinho invisível, porém presente, diante de tamanha façanha!

Eu nunca pulei de pára-quedas!

quinta-feira, março 15, 2007

Sinais

por Keissy Carvelli

Os segundos agora se arrastam feito dias, as horas feito meses, e a falta que me sobra invade meus olhos imersos em lágrimas caindo no travesseiro amassado e solitário sem você. Apego-me intensamente a pequenos objetos trazendo teu cheiro um pouco mais perto, fazendo tua ausência ser lembrada a cada instante perdido e mal vivido neste quarto quente de saudade, angústia e espera.
Não me apresso em dizer das perfeições de cada momento, mas aquele velho mendigo num banco de rodoviária falou em alma gêmea, sabe Deus porque, entre tantas pessoas para ele bater aquele velho papo aleatório a sua escolha foi eu e você! E digo: não foi por acaso. São sinais, eu sei!
Os dias são inteiramente pensamentos e divagações sobre seus olhos, e sorrisos, mas é a noite que me encontro em carne viva, sentindo em cada poro da minha pele a falta do seu toque, do seu abraço, do seu humor sempre bem distribuído, das suas feições tão marcantes em cada traço meu.
Saio das palavras e volto a compania de um pequeno coelho de pelúcia cheio do teu perfume, e tuas lembranças...

domingo, março 11, 2007

Reflexo Perfeito

Por Gleice Couto

Shiii.
Silêncio
Vocês poderiam me deixar escutar a batida do meu coração?
Só um pouquinho.
Preciso disso.
Sentir-me viva.
Sangue quente
Correndo
Percorrendo caminhos
Círculos
Indo
Vindo.

Shiii.
Por favor
É muito difícil tentar parar com os borburinhos sobre mim?
Deve ser.
Minha vida é observada.
Lida, escrita.
Filmada sem áudio.
Cinema mudo
Do seu mundo
Inicio
Meio
Sem fim.

Shiii.
Preste atenção.
Consegue pressentir a chegada da chuva apenas fechando os olhos?
Eu consigo.
Fico parada, a sua espera.
Fria, fina.
Coragem resgata
Imagem esfacelada
Da minha verdade.
Reflexo
Perfeito
Do medo.

sexta-feira, março 09, 2007

Na Minha Curta Maneira (Parte Seis) Ou Quando Vai Ser?

por Marcos Paulo

Quando vai ser o dia em que vou ter você por completo? Para completar a minha vida, sem a expiração de data? Quando vai ser a hora em que você vai chegar em definitivo, sem medo, anseios, sem máscaras, apenas para ficarmos contando as horas que estamos juntos e rir das pesoas que têm pressa para amar. Quando vai ser o tempo em que começarmos a ter tempo, sem tempo para fazer o que der tempo?

Todas as coisas estão escritas, não sabemos quando foram, mas por quem e para qual finalidade.

Quando vai ser o dia em que você vai chegar em definitivo e tomar-me como complemento seu? Sem culpa, receio, com carinho e destreza?
Por que ter pressa para quando as coisas vão ser, o melhor é aproveitar o momento, porque, até então, a gente não saber até quando vai ser.

sábado, março 03, 2007

Efêmera Substância

por Gleice Couto

E na minha ínfima insignificância
Tento entender pormenores
Decifrar grandezas idealizadas
Perdidas no meio do caminho
Percorrido, sem acostamento

E quando meus pés param
O significado rompe
A efemeridade que dura
Persiste, persegue, muda
Transporta o que sinto e vivo

E sei que a biografia não passa
De passa-tempo, o tempo passa
Perpassando o minuto, o segundo
Primeiro de tudo, último de nada
Singular substância armada


Obs: Obrigada pelo título, Keh! :o)

sexta-feira, março 02, 2007

Mais dois dorme-acorda e metades dos planos deram certo. Daí pra frente... É simplesmente daí pra frente!

por Keissy Carvelli

quinta-feira, março 01, 2007

O sonho do fim...

por Keissy Carvelli

Essa noite sonhei algo um tanto quanto estranho. Eu estava num casamento de algum parente, já na festa, no clube da minha cidade, deitada numa cama de hospital, ao lado de um homem desconhecido na mesma situação que eu.
Estavamos destinados a uma pena de morte, onde um soro entrava pela veia e ia nos matando aos poucos, bem lentamente. O meu crime exatamente eu naum sei, era algo ligado a dançar de mais, ou qualquer coisa bizarra parecida.
A festa rolava naturalmente, e eu, juntamente aquele homem, sofria a cada gota do soro mortal que entrava pelas veias, sentia meus olhos caindo, e uma dor imensa nas pernas, que com o passar do tempo inchavam e tomavam uma cor roxa muito forte. Mesmo sendo em sonho, digo que nunca senti uma dor tão forte quanto aquela.
Eu olhava para todas as pessoas, e sorria, sabendo que estava a beira da minha morte, e logo ali no bar, bem perto da minha maca apareceu meu tio, já falecido. Minha felicidade foi instantanea ao ver aquele rosto tão de perto novamente, e começamos a conversar, como sempre fazíamos. Foi só ai que chamei atenção de alguns dos meus familiares, esses passavam os olhos por mim sem acreditar no incrível papo que estava tendo com o meu tio, e então ele sumiu.
Chamei meu pai, que logo apareceu, e pedi que ele tirasse aquele soro de mim, pois estava doendo muito e eu já não podia aguentar, mas prometi que morreria, só não queria que fosse ali, com aquele maldito soro. O homem ao meu lado acompanhava tudo.
Meu pai então, atendendo ao meu pedido me tirou daquela cama, e me deixou seguir pra onde eu queria. Minhas pernas doiam tanto pelo inchaço que fui me arrastando até a sacada do clube. Encontrei meu melhor amigo ali, sentado ao chão, me sentei ao seu lado, dei um longo abraço nele, e com lágrimas nos olhos pedi que ele ficasse comigo, e ainda disse que queria morrer ali, ao seu lado vendo a lua que brilhava no céu, vez ou outra sumia atrás de alguma nuvém, mas logo reaparecia.
Nesse instante comecei a vomitar, e imaginei que meu fim estava próximo, as lagrimas escorriam, e foi aí que resolvi ir atrás de alguma explicação para tal fato.
Por que eu estava sendo condenada por pena de morte?? Eu nem ao menos sabia ao certo.
Arrastei-me até outro lugar, onde encontrei minha tia e minha mãe, e perguntando a elas cheguei a conclusão de que aquilo não deveria acontecer, eu naum precisava morrer, não mesmo.
Comecei a rir neste exato momento, e ainda com muita dor me deitei na cama, sem conseguir mexer um só musculo da perna, mas ainda sim soltava um sorriso em meio a lagrimas de dor e felicidade.

Foi aí que acordei, chorando.

Estaria eu me deixando morrer acreditando em algo sem sentido que colocaram pra mim?

Anyway, tomei o blog como pessoal e me permiti escrever sobre isto, já que me trouxe muitos significados.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

De Costas

por Gleice Couto

Olhos não acostumados a ver
Lacrimejam diante da luz que cega
Acesso a nova realidade tardia
Desfocada, invertida
De costas para a porta,
Encaro a parede branca
Não enxergo além
Apenas imperfeições não planas.


* Inspirado no MARAVILHOSO texto de Stephen Kanitz, "Observar e Pensar". Para lê-lo, clique aqui. Vale muito a pena. ;o)

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

...eu vou te sonhar comigo.

...eu vou te sonhar comigo.



Por Keissy Carvelli

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

Liberdade Parcial

por Gleice Couto

Distância
Longe dos olhos a solidez se esvai
Meus dedos deslizam acariciando sonhos que corrompi
O meu baú já não está mais completo
Apenas descoberto
Sem manto
Sem amparo
Perdido em algum cômodo da casa
Vazia
Abandonada
Em vãos de uma realidade leviana
E lama
Escorregando no caminho que sempre usei
Na estrada não-definida
A liberdade parcial de toda uma vida

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Chegou a Turma do Funil

por Keissy Carvelli

O sol já nasce com um ar diferente, a "turma do funil" se reune, escolhe o melhor humor, busca a mais intensa alegria dentre tantos motivos para chorar, e deixa o som da bateria lavar a alma.
O samba no pé descarrega os pessimismo e desafetos, a velha marchinha traduz um sorriso de porta bandeira atento a todos os seus movimentos, em que o som vale mais que a ação, a ação mais que o coração, e a folia...bem, a folia é a esperança tecida em pequenas notas de um instrumento de sopro qualquer.
Não importa como é a "cabeleira do zezé", muito menos se "ele é", a "maria sapatão" pode ser Maria ou João, de dia ou a noite; você pode pensar que "cachaça é água", se ela vem do alambique ou do mineirão, tanto faz; a pipa do vovô pode até não subir mais, nada importa em cinco dias onde o brasileiro é mais nacional, onde o estrangeiro é mais nacional, onde o Rio é mais colorido, onde São Paulo não é um buraco negro, onde a Bahia é sua própria identidade, onde eu sou mais eu.
Onde o "Tudo" é tocado em tambores de percussão, em ritmo frenéticos, em solos coletivos de um país inteiro entregue a nossa maior paixão.
E eu?! bem, eu só paro na quarta-feira, onde os pecados são absolvidos, e todas as fantasias são guardadas dentro do ármario.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Hora de Mudar

por Gleice Couto

Hora de mudar,
Fechar um livro,
Abrir outro.
Páginas em branco,
Em pouco tempo com palavras.
Minha caligrafia disforme me impede ver o que está a minha frente.
Diante de mim, a apenas alguns centímetros.
Sentimentos invadidos,
Palavras longes, mal apagadas.
Enquanto isso, ainda tento decifrar o que acontece.
Bobagem.
As mudanças são um início sem fim.
E eu apenas comecei a minha agora.

sábado, fevereiro 10, 2007

Glorioso Reinado

Por Gleice Couto

Não posso fitar os seus olhos
Não posso tocar os seus pés
Não ainda...
Então, desligo o interruptor
Sinto sua luz
Vermelha...
Verde...
Violeta...
Branco... O meu pranto
Sem lágrimas
O aroma doce
Ao longe, todas as flores
Alegria infinita
Súbita...
Úmida...
Mas não muda...
O louvor dos servos
No Glorioso Reinado
Em novos céus
Em nova terra
A nossa espera...
Desconhecida
Pela vida eterna

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Feixe de Luz

Por Gleice Couto

Chão de barro...
Vermelho
Revestido de pontos verdes
Luzes foscas pontilhando diante de mim
E a folhas se espalham
Junto com uma melodia em minha cabeça
Tocando incessantemente
Notas desconexas
Sons fora do timbre
E a cada agudo
A percepção muda
Flutua
Símbolos dispersos
De um lado que não acompanha
De uma personalidade não difusa

E o que era apenas uma tarde
Com pedaços de minhas várias faces pelo ar
Transforma-se em poesia
Palavras despretensiosas
Apenas rabiscos à mão livre
Presos em letras
Disformes pelo tempo
Gastas pelos erros
Jogadas a esmo
Em linhas azuis
Lidas de trás para frente no espelho
Onde também vejo sua presença
Em cada vida, em todo suspiro
Um feixe de luz pequeno

Na foto... Lu, Lis e eu, em Goiânia. Tá vendo o papel na minha mão? Nele estava esse rabisco meu. Tinha acabado de escrevê-lo :o)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Era uma vez uma garotinha...

por Gleice Couto
[ “Once upon a time there was a little girl. Once she was mine in my heart the only one. I wonder where you are. I know you’re somewhere in me. I can see your smile when I close my eyes.” – Marie Fredriksson ]

Era uma vez uma garotinha.

Ela vivia em um mundo não conhecido por quase ninguém. Um lugar a parte, distante, lindo, mas somente seu, e de alguns poucos que podiam desfrutar de tudo o que havia ali com ela. O mundo era repleto de fantasia, onde a realidade era cinza e tinha cheiro de ferrugem.

Ela morava em um castelo. Lá moravam muitas pessoas... Dentre eles, o Rei e a Rainha do reino da garotinha. Ela era a princesa. O castelo era enorme, com muitos quartos e portas. As portas podiam levá-la onde quer que quisesse, mas por algum motivo desconhecido, a garotinha nunca as tinha aberto.

Ela sempre teve tudo o que quis, sempre conseguia absolutamente tudo. Bastava um estalar de dedos. A garotinha tinha coisas, amigos, carinho... Tudo mesmo. Nem o mais importante lhe faltava: amor. Amor dentro de si. Amor pelos outros.

Havia, entretanto, um problema: ela não sabia demonstrá-lo. Achava que era fraqueza mostrar o quanto se importava com os outros. E ela não queria parecer fraca. Não mesmo. Princesas não podem ser fracas.

Por muito tempo, reinos vizinhos, que ela nem sabia que existiam, a condenavam por seu comportamento. Chamavam-na de fria. “Que princesa sem sentimentos!” – alguns diziam. “Nunca vai conseguir ser uma rainha de verdade!” – outros bradavam.

A garotinha não se importava muito com esses comentários. Sabia que as pessoas que diziam isso, na verdade, não a conheciam. Ela sabia que não era assim. Ela amava todos, somente não o dizia.

Um dia, porém, uma senhora idosa, corcunda e com trajes negros, chegou ao seu reino. Ela nunca a tinha visto por ali. Isso a assustou um pouco. A senhora chegou sorrateiramente e sem que ninguém percebesse, levou algumas pessoas com ela. Uma delas era o Rei.

Foi tudo tão rápido que a garotinha não teve tempo de perceber que esquecera de dizer algo importante ao Rei.

Ela não disse que o amava.

Ela não teve a oportunidade de lhe dar um beijo de despedida. E agora, não poderia mais fazê-lo. O Rei tinha ido embora, nunca mais tornaria a vê-lo.

O Rei sabia que ela o amava, mas não o tinha escutado. A garotinha sabia que o amava, mas não o tinha dito.

Então, a princesa percebeu que, na verdade, ela nunca teve tudo. Faltava-lhe algo essencial: humildade.

Porque é preciso humildade para confessar que há alguém mais importante que você em sua vida.

A princesa aprendeu sua primeira lição e nunca mais deixou de dizer ‘eu te amo’ para aqueles com quem ela realmente se importa.

Atualmente, a garotinha não é tão garotinha assim, mas ainda é uma princesa. E tem certeza que, com essa lição, vai se tornar uma grande Rainha.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Trajeto

por Keissy Carvelli

O último suspiro soa agora como a mais amarga derrota, penetrando cada pedaço do meu corpo sem pedir espaço.Instala-se num triste olhar que lanço para o espelho refletindo minha vaga imagem, onde o TUDO resume-se num dia só.
Apego-me a crença da inexistência do acaso para não enlouquecer, forço gestos aleatórios intimidando a escuridão de alguns pensamentos, que na contramão, seguem atropelando os otimistas de plantão.
Sujo o rosto, e não nego, a esperança exaltava alegrias ilusórias, e fisionomias conhecidas; o resto é então o que me resta, as noites são as minas das minhas idéias sem qualquer fundamento, e o frio é a ausência do calor latente.
O papel implora por linhas escritas, por desapegos e desabafos, mas nem uma palavra é dita, o final da cena está errado e fica atravessado na minha garganta como um desfecho mal elaborado.
Sou cúmplice e crítica de meus próprios erros, meu destino é incerto como um samba enredo longe, onde todos começam junto sem saber a hora certa de parar. Metáfora.
Péssima escolha a minha, tentar descontar tudo numa frase vazia, péssima escolha a minha escolher e acabar não sendo escolhida!

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Trechos de mim

por Keissy Carvelli

A chuva cai dizendo a hora exata de dormir, mas o sono é pesadelo e insiste em fugir de mim. Se deito, sonho com minhas esperas, meus medos, e desejos; acordo sem saber se foi real ou não, coloco os pés no chão frio me certificando da fútil inexistência da verdade.
A consciência trabalha a favor de meus devaneios, e jé não suporto essa louca espera pelo dia seguinte, pela vida nova, pelo beijo perfeito, pela pessoa certa, pela música ímpar, pelo banho sutil, pela alma lavada.
Distorço fatos e vivo de alucinações desmembrando cada pequeno espaço numa estação completa de realidades vivas e vividas, das quais nem sei se me encaixo. Não discuto, nem escuto, não converso.
É cada segundo preso numa interminável solidão tão sólida e tátil, uma saudade do que não tive, uma infeliz felicidade dissolvida entre dias, e horas e suspiros. A minha ausência, minha essência, e todos meus sentidos perdidos por aí, em algum beco fechado, escuro, fedendo a mofo ou coisa parecida.
São as sombras de toda uma história berrando ao pé do meu ouvido frases mórbidas sem qualquer positivismo, são os monstros na minha estante fazendo pose de passado, querendo reviver num presente para me assombrar novamente num futuro. Chega.
Tiro os objetos pontiagudos de perto, as fotografias, as lembranças e memórias desnecessárias, escondo em algum lugar distante até eu descobrir a forma correta de lidar com tudo isso.