por Keissy Carvelli
Ela gosta dela, que não gosta o suficiente dela como deveria gostar.
Ela derruba suas lágrimas salgadas dia e noite no lençol colorido, enquanto ela dorme sem sonhar.
Ela faz de toda ação um carinho, de toda letra poesia, de todo sorriso uma ternura; ela é inteiramente dela, que não sabem como lidar.
Ela não liga e tenta esquecer, enquanto ela liga para não perder.
Ela sabe tanto e de tanto se faz pequena; ela é imaginação numa nota de blues em gaita; ela é inteira numa simplicidade só, e dela não se espera sequer o melhor.
Ela se joga em algo insólito, mas não ouve. Ouça, ouça! Saia daí. Ela sabe, mas ela é assim mesmo, ela vai em frente com ou sem medo de se deixar machucar.
Ela gosta dela, que não gosta o suficiente dela como deveria gostar, enquanto eu....ah, eu poderia amar!
quinta-feira, setembro 20, 2007
Blues em Gaita
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sábado, setembro 15, 2007
Monótonos monólogos desses marasmos
por Keissy Carvelli
O que ouço são silêncios dessas vozes que nem são minhas
São os passos grotescos dessa gente que olha, mas finge que não vê.
O que eu procuro não são mais minhas expectativas ilusórias de outrora; aquilo que me mantém não é mais o psicológico machadiano daqueles livros que nem li.
A teoria dos meus dias é o seu próprio paradoxo, ouça bem, é isso mesmo que eu digo!! Não suporto mais esse vai e vem de verdades, essas mentiras caladas na boca e gritantes nos olhos.
Diga-me o que lhe parece ser certo que farei o contrário! Diga-me seus medos de hoje, que lhe contarei os de amanhã! Diga-me somente o necessário, para evitar sua própria contradição!
Ah, essa gente que me atormenta...deixarão ao menos uma vez que eu seja minha própria sombra? Deixarão vocês, ao menos por um instante, que eu use minhas palavras sem receio?
Ah, essa gente e suas certezas...poderia eu continuar com minhas pequenas e vitais dúvidas?!
Eu, que por muito tempo acreditei na compreensão, no sentido mais cético das infâmias!
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domingo, setembro 02, 2007
Busca
Em busca de algo novo.
Em busca de vida nova.
Em busca de um novo amor.
Em busca de um novo eu.
Em busca de um futuro.
Em busca de uma nova forma.
Querendo sair dessa emboscada.
Querendo sair de mim.
Querendo sair de você.
Querendo seguir em frente.
Querendo te deixar pra trás.
Querendo me deixar pra trás.
Querendo deixar tudo pra trás.
Querendo respirar.
Querendo sair.
Querendosair.
Qusarendirro.
Sairquedoren.
Saquerendoir.
sair.
querendo.
ir.
Enfim....
[Lindo poema enviado por Valéria Costa]
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sexta-feira, agosto 31, 2007
Pensando bem...
por Keissy Carvelli
Penso, após um lapso de análise, que para a pessoa certa não existe hora, nem minuto, tampouco segundo errado.
.Hoje eu poderia ter me apaixonado, ou talvez tenha sido um começo...enfim.
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quarta-feira, agosto 29, 2007
Mp3
por Keissy Carvelli
"Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha historia que alguem jah escreveu
E é por essas e outras que a minha saudade faz lembrar de tudo outra vez"
[Com Robertos Carlos a letra soa brega, na voz da Ana Carolinta se torna auto-explicativa.]
.e nem sei se é realmente assim.
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sábado, agosto 25, 2007
Onomatopéias reversas
por Keissy Carvelli
O sol acabava de nascer e o mundo já girava, as pessoas corriam sem chegar a lugar algum; os passos acelerados imprimiam a necessidade do tempo, da falta de calmaria. Os rostos tão diferentes não se encaravam, as sombras não se trombavam, e por um instante senti alívio em estar bem ali, no meio de tantos desconhecidos. Ninguém se importava com meu passado, ninguém estava interessado nos meus sonhos, nas minhas dores, na minha genealogia. Ninguém se resumindo a todo o mundo que por ali passava.
Eu vestia minhas calças jeans, meu tênis verde e já poderia desenhar em mente as ações compassadas e estereotipadas do “sobe-desce” nas escadas, do entra e sai do metrô. Quanta gente! Quanta gente!
Olha ali, quanto medo! Quantas frases perdidas nesta multidão, nesta confusão! Quanto barulho! Não ouço as folhas das árvores batendo contra o vento! Não há tantas árvores assim! Olha ali, gente caída no chão, crianças contando moedas e migalhas! Olha ali! E eu estou aqui, andando de estação em estação, ouvindo o silêncio entre as pessoas, as sirenes gritantes dos carros que se movimentam sem cessar. Estou aqui criando coragem para partir, destruindo minhas próprias barreias, saltando de vez em vez para não cair na rotina.
Estou inerte observando os novos rostos que acabo de conhecer, agora são reais, falam, gesticulam, brincam. Possuem digitais, traços, ironias; cantarolam brincadeiras e sabem bem sobre meu lado oposto.
Estou novamente entre a multidão e tudo se perde mais uma vez, os ouvidos nada escutam, os pés estão cansados, mas a vista é bonita. As luzes acendem, mas ainda há gente no chão. Ainda há experiência de pés sujos e cicatrizes nas mãos, Ainda existem tantos cantos que nem ao menos imagino. Ainda há tanto de mim perambulando por entre os vãos.
O céu se envolve nos vários tons de escuro, misturando-se entre cores e luas, e é assim que eu gosto. Deixo meus olhos percorrerem pelo vidro, atingindo em cheio os pensamentos do lado de fora, e entre uma estrela e outra vou distraindo as unhas roídas com minhas conversas interiores.
A cidade passa por todas as vigas deste mesmo vidro ficando para trás com suas confusões e imensidões; os prédios altos me dizem adeus e vão arranhando o céu, assim como minhas retinas sonolentas. Vai ficando tudo para trás...não sei se me levo, ou se me deixo assim...vai ficando tudo para trás.
Nostálgica, vou sonhando até que a mente pare de trabalhar, relembro dos últimos instantes e já sinto falta. Sinto mesmo falta de quem conheci, das calçadas, do ar quase poluído, mas tão cheio de liberdade. Vou sentindo saudade nos quilômetros seguintes, e mais saudade, mais saudade, mais....
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quarta-feira, agosto 22, 2007
É, bem por aí
por Keissy Carvelli
"Dream about the days to come
When I won't have to leave alone
About the times that I won't have to say ...
Oh, kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go"
[Janis Joplin, e já é auto-explicativo]
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domingo, agosto 19, 2007
Fecundação
por Keissy Carvelli
Minha fé em mim
Desolada fixação insólita
Particípio passado em presente
Como lembranças restritas a um livro
Quem sabe um perfume, algo mais
Minha fé em mim
Tão vazia e destemida
Fugindo querendo encontrar
Dançando só em salão público
Vagando em ponta-pé
Gritando em silêncio minhas ironias sarcásticas
Minha fé em mim
Assolada de suas quimeras
Rindo em falso o que verdade lhe parece
Mantendo à distância o perigo
O pecado dessas suas esperas
Falhas, conectivas entre emoção e emoção
Minha fé em mim
Unhas em pranto
Sem derrubar sequer uma gota de sal
Evasões paralisadas
Inebriadas em álcool e solidão
Sufocadas entre as gentes
Entre a conturbada confusão
Minha fé em mim
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sexta-feira, agosto 17, 2007
Nacionalmente importado
por Keissy Carvelli
O fim de semana é regado em restaurantes caros, comida requintada, e muita diversão entre notas e mais notas daquele dinheiro tão exuberante e esbanjador que escorre pelos dedos sem nem ao menos doer ao final do mês.
As críticas são expostas após um bom noticiário de cada dia exaltando a falta de iniciativa desta prole, que se contenta com tão pouco e se esconde atrás dos subsídios cedidos pelo governo tão estúpido e assistencialista.
Da boca derramam wisky importado, misturando-se com palavras rebuscadas de um inglês perfeito e de um português tão importado quanto a bebida destilada. O sofá das sessões de terapia ouvem seus problemas pessoais, tão cheios de eufemismos e excentricidades. Ah, essa nossa elite.
Do outro lado da mesa a fome grita seu nome em misericórdia; a carne é comprada aos finais de semana, e distribuída em migalhas, primeiro para as crianças e mulheres. A diversão é a calamidade proclamada em rede nacional, e suas reclamações são abafadas por uma nova perspectiva de compra acessível, de ajuda bem vinda e necessária...ah, aquele “dinheirinho” mirrado a mais na conta propicia um sorvete ao mês, uma meia nova, um sorriso no rosto e uma esperança na pele fraca, sem proteína e iogurte natural.
A boca, sem voz, aplaude pela primeira vez uma atitude ao seu favor, e engole o choro ao ouvir que sua vida miserável o torna um vagabundo mal acostumado com o governo. Não existe psicóloga, suas dores são curadas no balanço do ônibus lotado às seis da manhã, e suas excentricidades?Ah, essas são privilégios para raros.
Ah, nosso povo....típicos brasileiros nacionais, destinados a correr contra o tempo,contra a fome, contra eles mesmos, porque ser pobre nas terras tupiniquins já é, de princípios étnicos, uma ofensa, e apoiar programas sociais é absurdo.
Acorde, povo! Vocês devem ser manipulados, e apoiar o tão popular protesto “Cansei”, afinal, o que é que anda acontecendo por aqui? Pobre recebendo uma miséria a mais, tendo bolsa-família, bolsa-escola; qual é o problema dessa gente? Vocês não percebem que andam crescendo muito, e ganhando dinheiro o suficiente para não morrerem de fome?!
.sou tão irônica quanto preciso.
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segunda-feira, agosto 06, 2007
Chama
por Keissy Carvelli
Menina, teus olhos turvos
Me chamam de amigo
Teus braços distantes
Se apegam num abrigo
E a voz fraca chama, chama
E o som ecoa, o tom se acanha
E o seu amor livre voa
Menina, seus medos infantis
Me mantém do outro lado
Seus métodos infalíveis
Precisam ser mudados
Não sou eu que vou fugir
Não sou a lança que machuca
Nem a lágrima que mistura
A tua dor ao teu jeito de sorrir
Menina, venha e creia
No teu peito afobado
Na sua respiração escassa
No nosso amor inacabado
Menina, creia e pule
Tão alto quanto puder
Para dentro de um mundo
Cheio desses seus traços de mulher
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sábado, agosto 04, 2007
Uma parte do que falta
por Keissy Carvelli
Penso que todo sentimento deveria trazer consigo um botão On/Off para ser usado nessas ocasiões.
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quinta-feira, agosto 02, 2007
Antes das seis
por Keissy Carvelli
Todo mundo tem medo de se machucar, logo se afastam daqueles cujo sentimento parece ser incontrolável.
Eu não!
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terça-feira, julho 31, 2007
A credibilidade do palhaço
por Keissy Carvelli
"Se você tivesse acreditado nas minhas brincadeiras de dizer verdades, teria ouvido muitas verdades que insisto em dizer brincando... Falei, muitas vezes, como um palhaço, mas nunca desacreditei da seriedade da plateia que sorria."
[Charles Chaplin] - o eu lírico poderia muito bem ser eu!
.a credibilidade do palhaço está sempre em risco.
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Entre sonhos
por Keissy Carvelli
Não perco o tempo contando os minutos
Não perco a vida contando as dores
Não perco essas dores contando os amores
[só algo que criei quando estava quase dormindo]
.agora sim tudo começa a ficar melhor.
.e eu amo a minha psicóloga =D.
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domingo, julho 29, 2007
Ponto e vírgula
Por Keissy Carvelli
Acordei ainda com o sono pesando sobre os olhos, tendo no estômago aquela ansiedade própria dos últimos dias, onde não durmo, não como, e apenas espero o tempo passar. No celular uma mensagem anunciava a conversa que estaria por vir, e naquela ressaca nada mais poderia ser pior.
Sem muito para dizer apenas ouvi, com todas as nostalgias apostas e dispostas a passar; com meus dedos trêmulos calculando cada letra a ser escrita, cada gesto, cada pedaço. As lágrimas, guardadas no travesseiro daquela insônia, não desabaram; a pele mórbida não se desfez; o quarto escuro não tomou a luz, e sim, faltava algo ali.
Foi então que disse num tom calmo, naquelas linhas claras, num quase suspiro: “É de VOCÊ que eu gosto de verdade, e nossa história não acabou”. Mantive os olhos fixos, e amaldiçoei essas milhas que me separam da “nossa história”. Amaldiçoei todas as condições físicas contrárias ao procedimento natural da relação. Amaldiçoei essa maldita distância.
A hora então, é de desafiar o destino, confiar nos propósitos do tempo, e deixar os minutos tomarem seus rumos concretos, para que assim a história, que hoje tem cinco capítulos escritos, finalmente entre em seu clímax, com seus personagens principais, e não com essa figuração aleatória que por vezes teima em aparecer.
A hora então, ainda não é nossa, mas tudo está guardado, bem guardado nas cartas escritas, nos sentidos, nas feições, nas conquistas. Tudo está bem guardado num lugar seguro, onde nada pode atrapalhar; e ambos sabemos que a vida segue enquanto os olhos não se cruzarem, entretanto, “quando os seus olhos me encontrarem na esquina do seu apartamento irão saber”, assim como nós, que definitivamente NOSSA HISTÓRIA NÃO TERMINOU!
.pronto, pela última vez está dito!E entenda muito bem, você que finge não saber da situação.
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sábado, julho 28, 2007
Vogais e Consoantes Ao Vento
por Gleice Couto
Quando penso que o seu rosto se esvaeceu,
Eis que o vejo mais nítido, como sempre foi.
Na verdade, ele sempre esteve alí.
Quando penso que dei um passo à frente,
Eis que percebo que voltei ao ponto de partida,
Provavelmente o lugar de onde nunca saí.
E, nessas linhas mal escritas,
O que sinto se transforma em palavras,
As palavras se disfarçam de verdades,
Tornam-se gastas,
Apagadas com o tempo,
Esquecidas –
Apenas combinações de vogais e consoantes ao vento.
Tudo faz parte do que não devo ser,
É o que não posso ter,
Ou supostamente ler.
Quem dirá escrever!
Rimas que não faço para harmonizar,
Apenas expressar o que aqui está.
Está onde?
Coração?
Mente?
Horizonte!
Olha! Outra rima!
Dessa vez calculada,
Mas nem por isso culpada.
Simetria inexata de uma sensatez absolvida
Ou definição exata de uma imaginação incriminada?
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sexta-feira, julho 27, 2007
Ah, são coisas da vida
por Keissy Carvelli
Não foi a primeira decepção...
...e não será a última!
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quinta-feira, julho 26, 2007
PQP
por Keissy Carvelli
Não sei porque eu ainda insisto em ficar vendo o que não devo nessa internet maldita!! Estou a um passo de mandar tudo pro inferno!!
[ Puta que o pariu, isso dói pra caralho! ]
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quarta-feira, julho 25, 2007
Falling
por Keissy Carvelli
Foi como um sonho, as melhores cenas, os melhores sorrisos, os meus melhores sorrisos. Nem sei ao certo como começou, quando vi eu já estava ali, apostando todas as minhas cartas num único jogo, numa única incerteza, em você.
Quando percebi eu já não dormia mais sem antes pensar qual seria seu perfume, seus defeitos, suas manias; eu acordava e desejava ver seu rosto caminhando pela casa; eu cantava e tentava adivinhar suas feições...
E foi assim, quase como imaginei: os primeiros filmes, as primeiras músicas, os bilhetes, os beijos, as cartas, os risos. Minha mão ficava tão bem por entre teus cabelos, meu violão combinou tanto com a decoração da sua sala, minha escova de dentes coube perfeitamente no armário do seu banheiro, e minha letra se encaixou discretamente no seu azuleijo.
Não sei, portanto, o que houve. Nada mudou em mim, e isso eu lamento. Eu poderia ter esquecido, deixado pra trás; eu deveria talvez ter assimilado como um sonho de fato, e esses nunca duram tanto.
Durou pouco mais de três ou quatro meses hipoteticamente, e eu não deveria estar chorando por isso; durou o suficiente para eu não esquecer; durou o bastante para eu não querer deixar para trás.
Formalmente não havia nada de sério, mas só eu sei o quanto eu me dediquei a isso, só eu sei o quanto eu desejei a cada dia estar mais perto...e agora eu nem sei exatamente o que ando sentindo.
Eu sei que acabou, não que a gente tenha começado algo de fato, mas acabou. Eu devo, talvez, tentar entender, e parar de me apegar a detalhes que só eu percebo. Eu devo parar de me agarras às migalhas, eu devo parar de tentar te entender, de tentar sufocar tudo isso...
Como pode eu ter sentido tanta coisa assim? Como posso ainda me lebrar das cenas de um mês atrás? Como posso ainda saber cada pedaço do seu sorriso? Como posso não ter lavado ainda seu moletom?
Como pode ter existido tantos olhares, tanto sentimento, tantos beijos, tantos abraços, tantas despedidas em lágrimas? Como eu posso ter dito tantos amores, ter recebido tantas cartas, ter sentido tantos olhares, e agora simplesmente não ouvir meu celular tocando com o seu nome na tela?
.será que fui tão pouco importante assim?.
.será que tudo passou tão rápido?.
.será que você mudou tanto assim?.
.ou será que eu te inventei da forma como eu quis?.
[Não importa se você diz amar alguém, isso é um sentimento seu, e você deve lidar com isso. O que importa é o que faz para quem você diz amar, isso sim faz a diferença - acabei de ouvir isso em um filme, e devo concordar com tal.]
P.S: amanhã vou me arrepender, e me sentir idiota, por ter escrito tudo isso! Mas talvez ninguém leia isso mesmo!
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terça-feira, julho 24, 2007
México,aí vamos nós!
por Keissy Carvelli
Eu não queria perder, mas já o fiz; não queria chorar, mas já o fiz; também não queria amar, mas também já fiz!!!
[Devo seguir em frente...caso não dê certo eu fujo para o México, adoto um nome composto, bebo tequila e trabalho em novelas =D ]
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